Acusado de cinco estupros, auxiliar de pintor pode ter feito mais vítimas em Rio Negro, diz polícia

Acusado de cinco estupros, auxiliar de pintor pode ter feito mais vítimas em Rio Negro, diz polícia

O auxiliar de pintor acusado de abusar sexualmente de pelo menos cinco crianças, em Rio Negro, pode ter feito mais vítimas que ainda não procuraram a polícia. De acordo com o delegado titular da cidade e responsável pelo caso, Gabriel Cardoso, é possível que outras crianças e adolescentes tenham sido estupradas pelo investigado, já que ele tinha livre acesso aos menores de idade do bairro onde morava.

Em coletiva de imprensa, na tarde desta terça-feira (19), o delegado informou que o acusado segue preso na delegacia e a Justiça espera por uma vaga para transferi-lo para um presídio para que ele cumpra a prisão preventiva.

Ainda de acordo com o exposto pelo delegado, a prisão foi feita em flagrante, no dia 14 de julho, com a ajuda do Departamento de Inteligência da Polícia (DIP), que precisou monitorar a casa do acusado para conseguir uma prova irrefutável dos abusos.

Cardoso explicou que essa medida foi tomada após a polícia ter suspeitas de que os depoimentos das crianças que seriam vítimas do acusado foram corrompidos pela relação que elas mantinham com o investigado.

“O depoimento de uma criança pode ser facilmente deturpado, sendo que pode ser controlada a narrativa. Além disso, existia uma resistência das mães em falar sobre o assunto e sempre negavam que algo do tipo pudesse estar acontecendo com seus filhos”, aponta.

As investigações mostraram que as crianças vivem em um bairro pobre de Rio Negro e o acusado se aproveitava da situação de vulnerabilidade social das vítimas para estabelecer uma relação de confiança, oferecendo doces, dinheiro e objetos de valor como celulares para que, depois, ele abusasse delas.

Ainda conforme a polícia, a primeira denúncia foi feita em 2017, quando uma mãe alegou que o acusado teria abusado de sua filha de 03 anos durante uma confraternização e, desde então, a polícia passou a investigá-lo.

Cardoso ainda explica que todo o processo até chegar na prisão em flagrante foi demorado justamente porque ainda não haviam provas suficientes para acusar o auxiliar de pintor pelos crimes, já que a escuta especial das vítimas gerou informações contraditórias e as mães alegavam que nada teria acontecido.

Dessa forma, foi preciso ter um trabalho integrado com a inteligência para que no dia 13 de julho fosse feito o flagrante. O investigado foi preso quando a polícia constatou, menos de 24 horas depois de começar o monitoramento da residência, que ele estava abusando de duas crianças de 11 anos.

Além das duas crianças de 11 anos e a de 3 anos, também foram registrados abusos contra duas crianças de 6 e 9 anos.

Embora o acusado já esteja preso, as investigações continuam para verificar se existem mais vítimas que ainda não procuraram a polícia para denunciá-lo e, também, se os pais podem ser responsabilizados pelo crime de exploração sexual, já que há indícios de que eles teriam sido coniventes com os abusos.

Caso condenado, o auxiliar de pintor pode cumprir pena de 8 a 15 anos de prisão.

 

Fonte/créditos: https://correiodoestado.com.br (ANA CLARA SANTOS)

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