Justiça determina fim de greve dos professores da Rede Municipal de Ensino de Campo Grande

Justiça determina fim de greve dos professores da Rede Municipal de Ensino de Campo Grande

As aulas estavam paralisadas desde sexta-feira (2) quando a categoria deu início à greve, cobrando reajuste salarial.

O Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul determinou, nesta terça-feira (6), a suspensão imediata da greve geral dos professores da Rede Municipal de Ensino (Reme) de Campo Grande. Caso o sindicato da categoria não acate a decisão judicial, a justiça prevê multa de R$ 50 mil por cada dia de descumprimento. O grupo de trabalhadores disse que não foi informado judicialmente.

O desembargador Sérgio Fernandes Martins levou em consideração o argumento da prefeitura municipal de que não houve o esgotamento da negociação, nem definição do quantitativo de servidores em cada unidade que iriam continuar nas atividades.

A greve geral dos professores teve início em 2 de dezembro e a categoria cobra o reajuste salarial de 10,39% acordado no início do ano, segundo o Sindicato Campo-grandense dos Profissionais da Educação Pública (ACP).

Em nota, a ACP informou que não foi notificado. “Como o sindicato não foi notificado, não tem posicionamento. Segue a programação da greve, com assembleia geral marcada às 7h30 desta quarta feira”

Impasse no reajuste salarial

Segundo o ACP, a correção salarial está prevista em lei municipal e deveria ser aplicada de forma escalonada, 5,03% em abril (já cumprido), 10,39% em novembro e 4,78% em dezembro. A rede municipal de ensino conta com 108 mil alunos.

Em contrapartida, o município propôs o pagamento de 4,7% no salário de dezembro, segundo o cronograma que inclui todos os outros servidores da prefeitura. Além disso, a administração ofereceu um auxílio alimentação de R$ 400 para os professores com jornada de 40h semanais, e proporcionalmente, R$ 200 para os profissionais com jornada de 20h. A categoria rejeitou a proposta.

No dia 25 de novembro os professores fizeram um protesto na frente da prefeitura de Campo Grande para pedir que o acordo de reajuste salarial feito com o antigo prefeito, Marquinhos Trad (PSD), fosse cumprido. No dia 29 de novembro as aulas foram paralisadas novamente na rede municipal.

A Prefeitura de Campo Grande entrou com uma ação no Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS), na quinta-feira (1º), contra a greve dos professores, mas a Justiça os pedidos de reconsiderações.

A prefeitura alega que a greve é ilegal, pois o Executivo apresentou uma contraproposta, assim como as negociações não esgotaram.

Fonte/créditos: https://g1.globo.com/ms/mato-grosso-do-sul/noticia

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